INFINITAS POSSIBILIDADES !!

Querid@s,


Neste espaço compartilho as experiencias e impressões do dia a dia, seja dos relacionamentos, da vida, dos sentimentos e das pessoas. Lembranças e esperanças, concretos e abstrações, angustias e alegrias e principalmente a entrega no mundo das possibilidades que permite que celebremos encontros, desencontros, sabores, dissabores, afetos e desafetos, muitas vezes catarseando e outras transloucando.

Nossas possibilidades são infinitas como o amor, profundas como a vida e encantadoras como nós. Nossos pensamentos e reflexões vivem no limiar das experiencias e sucubem no desconhecido, portanto, permitir que vocês percebam as cabriolas do mundo interior ao se identificar com alguns textos ou opor-se a outros, ou ainda plantando uma semente para reflexão acerca de qualquer tema seria minha primeira intenção, porem, despretensiosamente, simplesmente desenharei palavras e às imagens vocês darão as cores, as formas e o destino de cada viagem à subjetividade, cada um criará.

Serão bem vindas as criticas, sugestões e partilhas.

Sera um prazer navegar com vocês!

Sejam bem vind@s! Namastê!


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Os Lábios



Ah.... Os lábios
Cereja, morango, nude
Rosa, rubro, carmim
Desejos de toques sutis
Carícias sem fim
Ressoam suavemente outros lábios
Tateiam no queixo e no rosto
hum... o ósculo
Escorregam pela nuca e pescoço

Perpassam pela pele sutilmente
Arrepiam a pelugem
Aprofundam a sensação
Despertam a libido de qualquer eunuco
Ah... Os lábios.... Os seus lábios

Lábios que falam e excitam
Lábios que calam e conquistam
Lábios que sorriem e encantam

Lábios à francesa

Né veux vous entender parler francais (Eu quero ouvir você falar francês)
Chuchotant Dana lês oreilles (Sussurrando nos ouvidos)
Combien vous voulez me (O quanto você me quer)
Parler vers le bas por me prende (Falando baixo para me levar)
Et ressentir du plaisir (Para ter prazer)

Toucher ser lèvres sue lês miennes (Tocando seus labios nos meus)
Sans avoir le temos d'arrêter (Sem ter tempo para parar)
Ses lévres touchant mon corps (Seus lábios tocando o meu corpo)
Sans penser à mettre fin (Sem pensar em acabar)

Ah... Ses lèvres ( Oh.... Seu lábios )
Lèvres sur les lèvres (Lábios nos lábios)

Mes lèvres sur sons corps (Os meus lábios em seu corpo)
Tout le corps (No corpo inteiro)
Et ainsi vous voyez plaisez (E assim te dar prazer)
Avec me lèvres (Com os meus lábios)

Quelle est corre dèsir? Já remplirai! (Qual é o seu desejo? Eu vou realizar!)
Seulement doucement dites que vou voulez que jê⁠⁠⁠⁠ (Apenas suavemente diz que me quer)

domingo, 2 de agosto de 2015



Resplandecente

Do que tens a oferecer
O que quero é pouco

Um quase nada amplo
Um olhar para despertar
Um sorriso pra adocicar
Um beijo pra saborear
Um abraço pra esquentar
Uma voz pra ressoar

Um jardim pra regar

Dos teus olhos, quero espelho
Do riso, seu deboche gostoso
Do beijo, adentrar-te inteira
Do abraço, um entrelace  poderoso
Da tua voz um sussurro perene

Uma planta pra cuidar

Do espelho a luminosidade
Do deboche a alegria
Da inteireza a entrega
Do entrelace o suor
Do sussuro o desejo

As flores pra colher

A luz
A alegria
A entrega
O suor
O desejo

O jardim
O cuidar
O colher
Resplandecer!

segunda-feira, 16 de março de 2015

De que é feito o amor ?


De que é feito o Amor ?
Quando historias se revelam
As verdades espreitam horrores
Que jorram como um corte na safena
Quando a lembrança se esgota
As tentativas trazem dores
Que gotejam de uma tristeza plena
Quando os risos cansam de si
O sono trazem visões
Que vagam pelos céus
Quando a esperança surge
O olhar deixa as  ilusões
Nos transformar em réus
Pois,
De historias, verdades, horrores
De cortes, lembranças e dores
É feito o Amor
De esperança, garrafa, visões,
Tentativas, réus, ilusões
É feito o Amor

O Amor é feito de dor
Pudor avassalador
Olhar constrangedor
Que foge num galope trovador

No caus o fogo O consome

No cais os pássaros cantam e Ele da vida some!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

BRINCANDO NAS NUVENS



As nuvens eram meu passa tempo
Colocava um papel apontado para o céu
E as decalcava descobrindo o mundo

Todos os brinquedos que não podia ter
Ali os encontrava
Todas as pessoas que não podia ver
Ali as encontrava
Todas as merendas que sonhava comer
Ali as encontrava

A casa que eu queria ter
Ali a desenhava
O carro que sonhava ter
Ali também o desenhava

Como era bom pensar nas nuvens
imaginar a maciez
E a beleza de olhar o mundo de lá

Parei de decalcar as nuvens...

Elas não apareciam mais no céu
Até mesmo as pipas coloridas
também sumiram
E os brinquedos, as pessoas, as merendas
Já não faziam falta...

As nuvens não poderiam conter as lagrimas
que corriam vez em outra dos olhos
da nossa mãe

As nuvens não poderiam abrandar o aperto
que escorria vez em outra do peito
de meus irmãos

E assim fomos cuidando-nos
e re-significando as nuvens

Elas sumiram do céu
As pipas sumiram do céu
E os brinquedos, as pessoas, as merendas
sumiram do céu

E fincados na terra
fomos brincar de gente grande
casa, carro, família

Nossa infância ficou guardada
E fomos nos perdendo, sem saber o porque
E nos distanciamos, sem saber o porque
E hoje nos encontramos
com os brinquedos conquistados

neste mundo temporal, vendaval
que leva sonhos, emoções, saudades,
mas que deixa tudo registrado no coração!

E as nuvens passaram
Como tudo na vida passará



(Poema escrito na primavera de 2000.)

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